Top 5 Common FX Risk Management Mistakes


À medida que as empresas implementam e executam programas de gestão de risco cambial (FX), elas precisam estar cientes de alguns erros comuns. Nem todas as tesourarias encontrarão todos os erros, mas certamente encontrarão pelo menos um deles — se não agora, então num futuro não muito distante.
Estes são os cinco principais erros na gestão de risco cambial que observamos em programas corporativos de hedge de moeda estrangeira.
Erro #1 – Não Incluir Todas as Exposições da Empresa
Algumas empresas fazem hedge de balanço apenas das exposições das maiores unidades de negócio e deixam as menores sem hedge. Isso pode ser devido ao tamanho das exposições nas entidades menores ou a um grande volume de pequenas entidades, tornando o processo de coleta de exposições complicado. O que tende a acontecer quando o panorama global de exposições não é totalmente conhecido é que a tesouraria pode acabar fazendo hedge em excesso (over-hedging).
Por exemplo, suponha que a exposição de balanço das cinco principais entidades legais seja uma posição comprada em euros de 10M. A maioria das empresas faria hedge (venderia a termo) de 10M de euros como um hedge de balanço. Isso certamente protegerá as cinco subsidiárias e mitigará qualquer Ganho/Perda de Câmbio desses locais. Mas e se houver também 15 entidades menores que, quando vistas isoladamente, têm pequenas posições vendidas em euros? E se você somasse todas as 15 e elas totalizassem uma posição vendida de 3M de euros?
Ao vender 10M de euros, a empresa agora está com hedge em excesso de 3M de euros. Não só estão com hedge em excesso no total, mas também incorrerão em uma maior quantidade de ruído de pontos a termo e utilizarão suas linhas de crédito em maior extensão. A empresa pode até violar sua política de Gestão de Risco em algumas circunstâncias, dependendo de como ela está redigida.
Erro #2 – Saldos Sombra
Saldos sombra são um erro muito comum. Eles se originam na área contábil, mas acabam desvirtuando o programa de hedge de balanço da tesouraria, adicionando risco de Caixa e P&L ao risco contábil.
Um saldo sombra ocorre quando um ativo ou passivo monetário em moeda estrangeira é encerrado em uma moeda diferente da moeda original. O que acaba acontecendo é que há um débito em uma moeda e um crédito em outra, dando a aparência de que a transação encerrada permanece aberta. Quando isso acontece, a transação continua a ser reavaliada e a tesouraria provavelmente identificará o débito (ou crédito) como uma exposição do razão geral e fará o hedge. Em essência, reavaliando e fazendo hedge de uma transação encerrada.
Isso acontece com bastante frequência com os Passivos de IVA. Por exemplo, o Passivo de IVA é provisionado em GBP, mas pago de uma conta de Caixa em USD. O Passivo de IVA em GBP permaneceria nos livros, compensado por um débito em USD. O saldo na conta pode parecer correto, com lançamentos quase compensatórios, especialmente se a reavaliação do balanço for registrada em outra conta.
Este problema é tão comum que acreditamos que a maioria das empresas tem saldos sombra em seus livros. Vale a pena encontrá-los e corrigi-los por duas razões:
- Saldos sombra criam ganhos e perdas cambiais falsos na demonstração de resultados.
- Você pode fazer hedge deles: Não é um bom hedge econômico, pois não há exposição real, mas fará com que o P&L pareça melhor, até que o erro seja identificado e revertido.
Erro #3 – Reconciliação para Zero
Quando as empresas fazem hedge de balanço para eliminar seu risco de reavaliação, sempre há algum nível de ineficácia ou ruído residual. Tipicamente, a gestão quer saber em que consiste a “falha” e por que a linha de Ganho/Perda de Câmbio não é zero. Então, a tesouraria investiga minuciosamente e descobre o que a causou.
O erro que eles cometem é duplo.
Primeiro, raramente eles reconciliam todo ou a maior parte do Ganho/Perda residual todos os meses. Eles podem encontrar alguns itens grandes e parar por aí.
A segunda coisa em que não pensam é que os pequenos itens perdidos ou não identificados este mês podem se tornar grandes no próximo mês. A gestão de exposições se transforma em um jogo de “pega-toupeira”.
A abordagem correta é conciliar a maioria, se não todas, as fontes de Ganhos/Perdas em moeda estrangeira a cada período. Ao fazer isso, pode-se identificar onde estão as fraquezas no programa de hedge, bem como fraquezas em qualquer resultado contábil específico.
Conciliando o Ganho/Perda de FX é um bom controle contábil também, porque o FX pode ser um “depósito” para despesas que não têm nada a ver com Ganhos e Perdas de FX. Já vimos até mesmo mensalidades de golfe, estoque em excesso e obsoleto e uma conferência internacional de vendas serem “despejados” na linha de Ganhos/Perdas ao longo dos anos.
É melhor usar uma ferramenta para fazer a conciliação. Há tantos itens de linha para revisar, que fazê-lo manualmente pode ser árduo e exigir um especialista em FX. Ferramentas de software ajudam a elevar a competência de todo o departamento de tesouraria e diminuem a chance de perder o processo de revisão por completo se alguém sair da organização.
Erro nº 4 – Rolagem de Hedges
Outro erro muito comum de hedge é rolar os hedges mensalmente. Você será popular com sua contraparte, mas as empresas que rolam hedges todo mês são ineficientes.
A melhor forma de definir suas datas de vencimento depende de suas necessidades de caixa. Um programa básico de hedge de balanço deve ter hedges vencendo quando a conversão da moeda é esperada. Os hedges de balanço devem ser escalonados até as datas de conversão esperadas. Veja o Erro nº 5 abaixo se nenhuma conversão for esperada.
Por exemplo, se a empresa planeja receber e converter contas a receber em 90 dias, então um hedge deve ter um prazo de pelo menos 90 dias ou talvez um pouco mais, em caso de atraso. Não há razão para fazer o hedge por um mês e rolá-lo 3 ou 4 vezes. Quando a empresa está fazendo o hedge de sua receita com base em um hedge de fluxo de caixa, então o hedge deve vencer não no mês de reconhecimento da receita, mas na data de recebimento do caixa. À medida que o hedge de fluxo de caixa é utilizado (quando a receita é registrada), ele se transformará automaticamente em um hedge de balanço, protegendo as contas a receber resultantes à taxa da demonstração de resultados até a conversão em caixa.
Erro nº 5 – Economia vs. Contabilidade
Um dos erros mais significativos que as tesourarias cometem é não avaliar tanto o risco contábil quanto o risco econômico de uma exposição cambial.
Um exemplo simples é quando uma subsidiária estrangeira (vamos supor funcional em euro) detém dólares americanos. Essa circunstância cria um risco contábil via remensuração: um Ganho/Perda de FX. A maioria das tesourarias faz hedge de balanço para eliminar esse “risco”. Mas, ao fazer isso (vendendo USD e comprando euro), a empresa converte sinteticamente o USD para EUR e aumenta o risco da organização em relação ao euro. Afinal, uma corporação americana que detém USDs não é um risco cambial de uma perspectiva econômica.
Outro exemplo de risco contábil a ser avaliado é uma responsabilidade fiscal FIN 48. Ela é remensurada, mas raramente, se alguma vez, é paga. Pouco ou nenhum risco econômico existe. Para abordar esta situação, as empresas devem procurar estratégias de hedge que possam fazer as duas coisas: 1) proteger o risco contábil e 2) proteger o risco econômico.
Conclusão
Nem todas as empresas terão todas essas cinco práticas, mas o fato é que muitas instituíram procedimentos que chamaríamos de erros. Nós o encorajamos a avaliar seu programa de hedge em busca de oportunidades para melhorar a eficiência e reduzir o risco.
Na Hedge Trackers, vimos e resolvemos muitos desafios de gestão de risco de moeda estrangeira para nossos clientes. Se você se encontrar precisando abordar estes ou outros problemas de gestão de risco de moeda estrangeira podemos ajudar.
Top 5 Common FX Risk Management Mistakes
À medida que as empresas implementam e executam programas de gestão de risco cambial (FX), elas precisam estar cientes de alguns erros comuns. Nem todas as tesourarias encontrarão todos os erros, mas certamente encontrarão pelo menos um deles — se não agora, então num futuro não muito distante.
Estes são os cinco principais erros na gestão de risco cambial que observamos em programas corporativos de hedge de moeda estrangeira.
Erro #1 – Não Incluir Todas as Exposições da Empresa
Algumas empresas fazem hedge de balanço apenas das exposições das maiores unidades de negócio e deixam as menores sem hedge. Isso pode ser devido ao tamanho das exposições nas entidades menores ou a um grande volume de pequenas entidades, tornando o processo de coleta de exposições complicado. O que tende a acontecer quando o panorama global de exposições não é totalmente conhecido é que a tesouraria pode acabar fazendo hedge em excesso (over-hedging).
Por exemplo, suponha que a exposição de balanço das cinco principais entidades legais seja uma posição comprada em euros de 10M. A maioria das empresas faria hedge (venderia a termo) de 10M de euros como um hedge de balanço. Isso certamente protegerá as cinco subsidiárias e mitigará qualquer Ganho/Perda de Câmbio desses locais. Mas e se houver também 15 entidades menores que, quando vistas isoladamente, têm pequenas posições vendidas em euros? E se você somasse todas as 15 e elas totalizassem uma posição vendida de 3M de euros?
Ao vender 10M de euros, a empresa agora está com hedge em excesso de 3M de euros. Não só estão com hedge em excesso no total, mas também incorrerão em uma maior quantidade de ruído de pontos a termo e utilizarão suas linhas de crédito em maior extensão. A empresa pode até violar sua política de Gestão de Risco em algumas circunstâncias, dependendo de como ela está redigida.
Erro #2 – Saldos Sombra
Saldos sombra são um erro muito comum. Eles se originam na área contábil, mas acabam desvirtuando o programa de hedge de balanço da tesouraria, adicionando risco de Caixa e P&L ao risco contábil.
Um saldo sombra ocorre quando um ativo ou passivo monetário em moeda estrangeira é encerrado em uma moeda diferente da moeda original. O que acaba acontecendo é que há um débito em uma moeda e um crédito em outra, dando a aparência de que a transação encerrada permanece aberta. Quando isso acontece, a transação continua a ser reavaliada e a tesouraria provavelmente identificará o débito (ou crédito) como uma exposição do razão geral e fará o hedge. Em essência, reavaliando e fazendo hedge de uma transação encerrada.
Isso acontece com bastante frequência com os Passivos de IVA. Por exemplo, o Passivo de IVA é provisionado em GBP, mas pago de uma conta de Caixa em USD. O Passivo de IVA em GBP permaneceria nos livros, compensado por um débito em USD. O saldo na conta pode parecer correto, com lançamentos quase compensatórios, especialmente se a reavaliação do balanço for registrada em outra conta.
Este problema é tão comum que acreditamos que a maioria das empresas tem saldos sombra em seus livros. Vale a pena encontrá-los e corrigi-los por duas razões:
- Saldos sombra criam ganhos e perdas cambiais falsos na demonstração de resultados.
- Você pode fazer hedge deles: Não é um bom hedge econômico, pois não há exposição real, mas fará com que o P&L pareça melhor, até que o erro seja identificado e revertido.
Erro #3 – Reconciliação para Zero
Quando as empresas fazem hedge de balanço para eliminar seu risco de reavaliação, sempre há algum nível de ineficácia ou ruído residual. Tipicamente, a gestão quer saber em que consiste a “falha” e por que a linha de Ganho/Perda de Câmbio não é zero. Então, a tesouraria investiga minuciosamente e descobre o que a causou.
O erro que eles cometem é duplo.
Primeiro, raramente eles reconciliam todo ou a maior parte do Ganho/Perda residual todos os meses. Eles podem encontrar alguns itens grandes e parar por aí.
A segunda coisa em que não pensam é que os pequenos itens perdidos ou não identificados este mês podem se tornar grandes no próximo mês. A gestão de exposições se transforma em um jogo de “pega-toupeira”.
A abordagem correta é conciliar a maioria, se não todas, as fontes de Ganhos/Perdas em moeda estrangeira a cada período. Ao fazer isso, pode-se identificar onde estão as fraquezas no programa de hedge, bem como fraquezas em qualquer resultado contábil específico.
Conciliando o Ganho/Perda de FX é um bom controle contábil também, porque o FX pode ser um “depósito” para despesas que não têm nada a ver com Ganhos e Perdas de FX. Já vimos até mesmo mensalidades de golfe, estoque em excesso e obsoleto e uma conferência internacional de vendas serem “despejados” na linha de Ganhos/Perdas ao longo dos anos.
É melhor usar uma ferramenta para fazer a conciliação. Há tantos itens de linha para revisar, que fazê-lo manualmente pode ser árduo e exigir um especialista em FX. Ferramentas de software ajudam a elevar a competência de todo o departamento de tesouraria e diminuem a chance de perder o processo de revisão por completo se alguém sair da organização.
Erro nº 4 – Rolagem de Hedges
Outro erro muito comum de hedge é rolar os hedges mensalmente. Você será popular com sua contraparte, mas as empresas que rolam hedges todo mês são ineficientes.
A melhor forma de definir suas datas de vencimento depende de suas necessidades de caixa. Um programa básico de hedge de balanço deve ter hedges vencendo quando a conversão da moeda é esperada. Os hedges de balanço devem ser escalonados até as datas de conversão esperadas. Veja o Erro nº 5 abaixo se nenhuma conversão for esperada.
Por exemplo, se a empresa planeja receber e converter contas a receber em 90 dias, então um hedge deve ter um prazo de pelo menos 90 dias ou talvez um pouco mais, em caso de atraso. Não há razão para fazer o hedge por um mês e rolá-lo 3 ou 4 vezes. Quando a empresa está fazendo o hedge de sua receita com base em um hedge de fluxo de caixa, então o hedge deve vencer não no mês de reconhecimento da receita, mas na data de recebimento do caixa. À medida que o hedge de fluxo de caixa é utilizado (quando a receita é registrada), ele se transformará automaticamente em um hedge de balanço, protegendo as contas a receber resultantes à taxa da demonstração de resultados até a conversão em caixa.
Erro nº 5 – Economia vs. Contabilidade
Um dos erros mais significativos que as tesourarias cometem é não avaliar tanto o risco contábil quanto o risco econômico de uma exposição cambial.
Um exemplo simples é quando uma subsidiária estrangeira (vamos supor funcional em euro) detém dólares americanos. Essa circunstância cria um risco contábil via remensuração: um Ganho/Perda de FX. A maioria das tesourarias faz hedge de balanço para eliminar esse “risco”. Mas, ao fazer isso (vendendo USD e comprando euro), a empresa converte sinteticamente o USD para EUR e aumenta o risco da organização em relação ao euro. Afinal, uma corporação americana que detém USDs não é um risco cambial de uma perspectiva econômica.
Outro exemplo de risco contábil a ser avaliado é uma responsabilidade fiscal FIN 48. Ela é remensurada, mas raramente, se alguma vez, é paga. Pouco ou nenhum risco econômico existe. Para abordar esta situação, as empresas devem procurar estratégias de hedge que possam fazer as duas coisas: 1) proteger o risco contábil e 2) proteger o risco econômico.
Conclusão
Nem todas as empresas terão todas essas cinco práticas, mas o fato é que muitas instituíram procedimentos que chamaríamos de erros. Nós o encorajamos a avaliar seu programa de hedge em busca de oportunidades para melhorar a eficiência e reduzir o risco.
Na Hedge Trackers, vimos e resolvemos muitos desafios de gestão de risco de moeda estrangeira para nossos clientes. Se você se encontrar precisando abordar estes ou outros problemas de gestão de risco de moeda estrangeira podemos ajudar.

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